quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Sol

Quero ver tua íris cingida ás cores do arco
E no brilho dela, as gotas bailarinas
A medida que me encharco com a aurora das tintas
Que outrora me haviam usurpado

Quisera eu possuir a seta do infante gentil
Para tocar-te o revolto oceano escarlate
Lançaría-me feliz ao redemoinho
Tingindo das bordas até a mais hostil
Das superfícies de teus temores

Provar-te-ia que a fonte de todas as cores,
No sol incandescente em tuas pupilas,
Adormecidas na candura de seus lábios
Pulsavam no interior dos átrios
Donde minha aquarela cintila.