Que a chuva chova e abrace
Ultrapasse até o sólido contexto
E nesse enredo, devaneio arabesco
Que a brisa terrosa embace as janelas
Porque aqui dentro é mais quente, dizem
Sente o cheirinho de cansaço
Dos dias de mormaço
Que passaram pelas tabelas
Tabernas secas e vaporizadas
De tabacos, descasos e desvarios
Lavados nas cheias dos rios
Que deixam nossa alma enlameada
Torrentes loucas embriagadas
Correndo para a foz, vertigem?
Destilou.