segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O refratário

Responda-me o porquê de toda a dissonância
Nisso que ecoa involuntário
Fechar os olhos pode significar sentir
Algo que o centro não suporta mais compressar

Parece ruim a latente distancia
Como numa noite apagada, sem luar
Quando na pálpebra fechada imprimir
Em traços o contorno imaginário.

A espera ausente hora apalpa
Toda a atmosfera, frasco do elixir
Onde a visão dum corpo delineado
No Êxtase o culto pode guardar.

Na latência o sentido inserir;
No espaço a distancia anular;
Transbordando o caldeirão, instância!
Fervilha o liquido coronário!

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