sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Passagem

Perdeu-se o pensamento, perderam as horas
Momento aprisionado que reside na memória
O conto que acabou manchado na sanguínea aurora
O beijo maculado de veneno e glória

O bêbado nômade que esqueceu sua história
A íris que brilhava pertencia a escória!
Uma escolha que a vida possui na malha
Amarra do grotesco que me leva a falha...

Entalha com essa faca o meu amor, arabesco
Enquanto na cristalina taça goteja meu sangue fresco!

Assiste minha sina com clara apatia,
Mas não sela esse testamento por vingança fria!
Destinado é aquele que por mal fia,
Em arenosos alicerces a própria vida, a fobia.

domingo, 23 de outubro de 2011

Esylium


Uh! Densa carga pesada
De impotente furor, em floração
Subsolo ideal de palavras mortas,
Em sã consciência, um ponto de interrogação.


Imponente centelha anil
Chamuscando-lhe a carne ociosa!
Labaredas da verdade oniciente
Abafadas de maneira odiosa.


Nada poderia julgar, 
Ao menos um mero comparativo
O Jardim Real exala cor! 
Nunca dor ornando o ar nocivo!


A revolta que marca o incisivo
Perigo ao invés de Paz aflora.
E adornando de pudor os espinhos
Contempla seus caminhos com os olhos de Pandora.

Dedico ao anil negro... aguardamos seu despertar...