sábado, 24 de novembro de 2012

Absinto

Ooh, in hellish glare and inference
The other one's a duplicate
The queenly flux, eternal light
Or the light that never warms
Yes, the light that never, never warms
Yes, the light that never, never warms
Never warms, never warms

Astronomy, Metallica


O relógio marcava doze horas,
Todos jogando baralho numa sala reduzida a drogas e cinzas
Toda a fumaça dos cigarros me asfixiando 
A visão periférica embaçada.

Alguém dizia que a festa era lá fora
O álcool no meu sangue me dizia que festa nenhuma havia.
Subi os degraus apostando corrida com ninguém
No salão, pessoas mascaradas pelo social burburinhavam...

Todo aquele ruído me expulsava pra varanda.
E contra o céu negro, a imensa abóbada do palácio maravilhava.
Milhares de pontos brilhantes anunciavam algo que eu ainda não sabia.
"Venham ver, já está na hora!!!"

Homens, mulheres, velhos e crianças correram pra fora
Meu olhar confuso percorreu toda aquela arbórea paisagem escura e
Encontrou no céu não fogos de artifício, mas o espetáculo de Leônidas... 
'Todos aguardavam por ISTO enquanto eu perdia tempo lá em baixo?'

Enquanto eu olhava, hipnotizada, meus dedos digitavam mecanicamente
'Você tem que ver isto, você tem que ver, me atende, me atende!'
"Sua chamada esta sendo enviada para a caixa..." desliguei.
Era o Meu Êxtase, ver tão claramente algo sobre o qual eu só havia lido.

Alguém do meu lado perguntou o porquê de as estrelas estarem caindo
Enquanto eu rememorava a história da cauda de um cometa vadio que surgiu 
Fulgurante e ameaçador, até...não, aquilo era mesmo assustador!
Parecia a própria absinto cadente que no ultimo instante, retornou!

Degluti minha taquicardia com o resto do havia no meu copo
As luzes magicamente cessaram.
Senti que tinha que sair dali, e rápido...


Tentei colocar minhas memórias em ordem enquanto lavava o rosto
'Eventos dessa magnitude não acontecem todos os dias.'

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