quinta-feira, 25 de abril de 2013

Limbo


Dor
Que torna os instintos às portas sórdidas
Terror
Rarefeita cúpula, tormenta, nuvem ácida se liquefaz.

Ilusões ou imagens?
Mapeadas a força, cáusticas cicatrizes.
Fissuras, passagens,
Memórias se precipitando ao mar...

Obsolescência, humana decadência!

Fundido ao secreto amorfo do ser que não existia
Consome os despojos de eras e alegrias vazias
Infuso em verdades ferventes que a mente avaria
Oculta os caminhos à toda lucidez que se havia.

Por sobre as totais consequências individualistas
Através de toda face, sátira narcisista.
Repulsa a miragem que arde ao sol dos meios, dias:
Simplista resposta a meras duvidas existencialistas.

O Ego à pele, corroído por pluvia azia.
Dissolve, goteja em murmúrios de pura afasia.
Substituindo a matriz por reais fantasias…
Submerge…
Apneia....

terça-feira, 2 de abril de 2013

2012 DA14

O sabor se perde pelo excesso
Depois de certo tempo, a dependência
Descarta o essencial, prioriza a escória
A adaptabilidade é a marca registrada da evolução das espécies.

A droga precisa ser mais forte
Pra atender aos viciados em açucar e afeto
Extrai-se o sumo da religiões vigentes:
A dor, o maior psicotrópico de todos os tempos!!

Me atirei das mônadas pra cá
Mas não vim atrás de baratos insanos
E confesso que cansei dessa busca
Ao horizonte da terra plana sobre a qual me escombro.

As pessoas são tão supérfluas
Mais descartáveis que os plásticos
Você saca essa de consciência ambiental
Sete bilhões de células cancerígenas em constante mitose

Quem sou eu pra discordar de gaia?