A negra e delicada seda,
Pende no vento insistente,
Vertendo sangue de sua trama
Frágil e firme, presa aos galhos
Da lembrança oca, que estanca.
Mergulha no próprio breu vácuo
Sem dança, a chama ausente
Tremeluz na malha fria e insana
Tal qual o xamã embriagado
Que o mal, suturando, inflama.
Arqueja em violentos espasmos
A fim de se livrar do que a cerceia
Sem armas se prostra, valente
Ignorando os elos, agora falhos
Que desmancham donde, presa, Ela se lança
O tecido em frangalhos lembra
Do rolar na terra, a poeira quente
Mais ainda do que a rubra lama
Tingindo multiplas hastes e entalhos
Como se, com a queda a certeza
Viesse se desfazer no romper das tranças.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Pur Purina
Porque no princípio
Veio o verbo para ser,
Presente, pretéritos e múltiplos futuros
Concebidos, criados e registrados
Estabelecendo essa mão dupla
Que substrata os destinos
O fluxo, a luz, a chama
Do fogo para alcançar o som
Que toda vocalização inflama
Espalhando-se em marolas de sub tons
Que infiltram pela pele tupla
Desta malha sensorial que vestimos
Não está além nem adiante
Não existe até que queiramos
Não desfaz a promessa dos amantes
Não cega depois que a queimamos
Vontade, afetada, vertida e ampla
Goteja e nutre os nossos êxtimos.
Veio o verbo para ser,
Presente, pretéritos e múltiplos futuros
Concebidos, criados e registrados
Estabelecendo essa mão dupla
Que substrata os destinos
O fluxo, a luz, a chama
Do fogo para alcançar o som
Que toda vocalização inflama
Espalhando-se em marolas de sub tons
Que infiltram pela pele tupla
Desta malha sensorial que vestimos
Não está além nem adiante
Não existe até que queiramos
Não desfaz a promessa dos amantes
Não cega depois que a queimamos
Vontade, afetada, vertida e ampla
Goteja e nutre os nossos êxtimos.
Assinar:
Comentários (Atom)