Sentido supra-espacial em olhos aguçadamente desfocados
Escuta uma agulha caindo dentre outras milhares
Andarilho possuidor de todos os lares
Orientado pela alma interior, cuidadosamente revestida
De gentileza, silêncio e furor.
Oferece queda certa a quem, por infeliz investida
O desvie do curso da agulha priorizada
Paciente, busca o momento, guarda desprevenida
E movendo as pupilas, imãs refletoras
Aferroa as pobres almas com suas unhas afiadas!
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Passagem
Perdeu-se o pensamento, perderam as horas
Momento aprisionado que reside na memória
O conto que acabou manchado na sanguínea aurora
O beijo maculado de veneno e glória
O bêbado nômade que esqueceu sua história
A íris que brilhava pertencia a escória!
Uma escolha que a vida possui na malha
Amarra do grotesco que me leva a falha...
Entalha com essa faca o meu amor, arabesco
Enquanto na cristalina taça goteja meu sangue fresco!
Assiste minha sina com clara apatia,
Mas não sela esse testamento por vingança fria!
Destinado é aquele que por mal fia,
Em arenosos alicerces a própria vida, a fobia.
Momento aprisionado que reside na memória
O conto que acabou manchado na sanguínea aurora
O beijo maculado de veneno e glória
O bêbado nômade que esqueceu sua história
A íris que brilhava pertencia a escória!
Uma escolha que a vida possui na malha
Amarra do grotesco que me leva a falha...
Entalha com essa faca o meu amor, arabesco
Enquanto na cristalina taça goteja meu sangue fresco!
Assiste minha sina com clara apatia,
Mas não sela esse testamento por vingança fria!
Destinado é aquele que por mal fia,
Em arenosos alicerces a própria vida, a fobia.
domingo, 23 de outubro de 2011
Esylium
Uh! Densa carga pesada
De impotente furor, em floração
Subsolo ideal de palavras mortas,
Em sã consciência, um ponto de interrogação.
Imponente centelha anil
Chamuscando-lhe a carne ociosa!
Labaredas da verdade oniciente
Abafadas de maneira odiosa.
Nada poderia julgar,
Ao menos um mero comparativo
O Jardim Real exala cor!
Nunca dor ornando o ar nocivo!
A revolta que marca o incisivo
Perigo ao invés de Paz aflora.
E adornando de pudor os espinhos
Contempla seus caminhos com os olhos de Pandora.
Dedico ao anil negro... aguardamos seu despertar...
sábado, 27 de agosto de 2011
Tarde
A cigarra canta o calor da garganta
Temperança até onde a vista alcança
Os desejos concretamente arquitetados
O som do equilíbrio, silencio...
Seu vibrante esqueleto de cristal
Em perfeita sintonia com a dança
Das folhas projetadas pelo Sol ao chão
Plenamente partilha o sentido néscio.
Consciente, segue a luz até a janela da alma
Descobrindo que as folhas o corpo lança
E, despindo-se da vaidade de ser palpável,
Finalmente se une ao firmamento inércio.
Temperança até onde a vista alcança
Os desejos concretamente arquitetados
O som do equilíbrio, silencio...
Seu vibrante esqueleto de cristal
Em perfeita sintonia com a dança
Das folhas projetadas pelo Sol ao chão
Plenamente partilha o sentido néscio.
Consciente, segue a luz até a janela da alma
Descobrindo que as folhas o corpo lança
E, despindo-se da vaidade de ser palpável,
Finalmente se une ao firmamento inércio.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Para o chico com amor...
Tua falta não me deixa sem minha calma
Não provoca abstinência
Não molesta a paciência
Desde que você esfaqueou minha alma
Eu perdi minha consciência
Não pratico mais ciência
Te procuro com olhos introspectos no tempo
Pois onde está eu nunca olho
Pra não borrar a imagem pintada a óleo
Da tua boca em meu relento
Abandonado e simplório
Me pedindo a cada momento
Que as estrelas não mais amanhecessem
Anestesiadamente eu lhe imploro....
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