sábado, 27 de agosto de 2011

Tarde

A cigarra canta o calor da garganta
Temperança até onde a vista alcança
Os desejos concretamente arquitetados
O som do equilíbrio, silencio...

Seu vibrante esqueleto de cristal
Em perfeita sintonia com a dança
Das folhas projetadas pelo Sol ao chão
Plenamente partilha o sentido néscio.

Consciente, segue a luz até a janela da alma
Descobrindo que as folhas o corpo lança
E, despindo-se da vaidade de ser palpável,
Finalmente se une ao firmamento inércio.

Nenhum comentário:

Postar um comentário