_Qual verdade o senhor quer que eu busque?
Sente-se enquanto eu troco o curativo.
Examino um ferimento calejado por dentro...
E em minha alma eu pergunto:
‘Porque eu? ‘
Não cometa este erro, disse a espada.
_Eu em seu lugar desistiria desse item.
‘E o que eu
realmente faria em seu lugar?
Além de
ocupar a mente com curativos
E mensurar a
dor dos outros como se
Socar minhas
ataduras não fosse o suficiente?
O que você é,
o que eu fui,
Não importa,
exceto pelo que temos feito. ’
_Na sessão de achados e perdidos
Não existe nenhum documento que comprove
A existência desse tal setembro maldito.
‘Quando memórias
fatalmente consumiram os sentidos. ‘
_Malditos sejam os meses, os anos e os documentos!
_Reza a lenda que no museu do tempo,
Em uma pintura de assinatura expirada
Jaz, envelhecida, a instrução...
“Não memorize onde achar o que perdeu
Mas não se esqueça de quando desapareceu.
Trocar as
gazes até que desvaneça. “
‘Mas quem é
você, e o que eu sou?
Essa vida é
uma ciranda doente, embriagada a dançar.
Eu não sou
médico, sou um exilado.
O que faremos
não importa, exceto pelo que fizemos.
Novas
pinturas não encontram paredes sólidas
Apenas espaço
nos registros de estoque
E números de
identificação. ’
O bibliotecário diz:
_Enfim, contos para este acervo!
De volta à sala de espera, respondi ao visitante:
_Infelizmente, não temos o volume que o senhor
procura.
E ele ficou parado ali, examinando outras obras.
_ Minhas desculpas por não tê-lo ajudado...
_Fez o suficiente, filho. Obrigado.
“Não se encontra cura alguma em ferimento maior do
que é possível suturar sozinho.”
Assim estava escrito no verso, um quadro.