Havia a história de belo um pássaro
De mágicos tons cinzentos e asa cortada
Que ebuliu em água fervente e desertou,
Evaporando sob o sol da insanidade.
Alguns diziam que sua gaiola não suportou
O peso da consciência humana excitada
Brotando em torrentes de enfermidade
Do cume nublado, num medo imprudente.
‘Memórias ceifam a beleza da
inocência
E dão ao futuro incerto olhos ofuscados.
’
‘A dúvida corrompe mais que a culpa.
’
Pensava o dono pela quimera
Sem saber o animal que jazia no ego
E tinha pela queda a atração incoerente
Das borboletas pela luz da fogueira etérea.
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