Quando o poeta rasga a própria carne
Não sabe que rasga a carne de todos
Aquele fio entrelaçado, fosco
Das areias do destino insosso
São dos venenos, o mais sádico.
Quando a inspiração derrete feito tinta
As dúvidas sóbrias abarrotadas de agulhas
Todas bem finas e indolores se sozinhas
Juntas, o tormento dos ardores
Rasgam a carne do poeta e dos amores.
Quando é que quando, de vez em quando
O sonho mente ou oblitera as crenças
Dilui ou cria desavenças
Foda-se tua essência, não a minha paciência
Estou aqui de passagem, não pra serva mas pras eras.
Lindo poema, com verdade exposta nele. Eu mesma me vi implantada em cada palavra. Lindo.
ResponderExcluirBeijo.
Muito obrigada flor... é muito importante pra mim saber que o sentindo é amplificado... muito obrigada mesmo!
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