sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Várzea



Quando o poeta rasga a própria carne
Não sabe que rasga a carne de todos
Aquele fio entrelaçado, fosco
Das areias do destino insosso
São dos venenos, o mais sádico.

Quando a inspiração derrete feito tinta
As dúvidas sóbrias abarrotadas de agulhas
Todas bem finas e indolores se sozinhas
Juntas, o tormento dos ardores
Rasgam a carne do poeta e dos amores.

Quando é que quando, de vez em quando
O sonho mente ou oblitera as crenças
Dilui ou cria desavenças
Foda-se tua essência, não a minha paciência
Estou aqui de passagem, não pra serva mas pras eras.


2 comentários:

  1. Lindo poema, com verdade exposta nele. Eu mesma me vi implantada em cada palavra. Lindo.

    Beijo.

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    1. Muito obrigada flor... é muito importante pra mim saber que o sentindo é amplificado... muito obrigada mesmo!

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