sexta-feira, 2 de maio de 2014

Lactea, a última estrela

Me deixou na escuridão
Mas esqueceu que sou confidente dela
Muito antes de nascermos d'esta
Majestosa estrela morta translúcida

Guia dos mundos desconhecidos és
Guarnecida das almas insolentes
Genitora dos torpes
Grandiosa é a morte dos impostores

Elucida os mistérios do profundo
Enquanto embala seus rebentos
Enforca auditos reis sem lamento
Emanando a gravidade do inexistente

Deleitosa protetora latente
Do ventre da vida, és remanescente
Ditando as regras fora das leis
Domando as mentes dos sábios incipientes

Reune os desertores sob a mesma insígnia
Rasga a pele dos soberbos fanáticos
Ritualiza e me expurga dos fracos,
Rangindo as arestas das vossas realidades!

Para que eu jamais esqueça
Puro apelo que nunca receberás
Pela ordem da flamejante estrela
Porto de eternidade que nunca jaz!

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