Vendo o coração partido, naufragato
Sob as nuvens sangrentas de minério
Sabia que não havia ali nenhum mistério
Quiçá nem o tempo desperdiçado
As vezes, eu que falo errado
E todo esse silêncio me impele ao mistério
Como se pudesse estar aí a cura pro tédio
Para qual a tanto tempo tenho ensaiado
As vezes eu queria estar errado
E romper com o ciclo dos pretéritos
Sou a prova viva de que não há mérito
Na percepção hipertônica dos meus olhos cerrados
Decerto, meu tempo preso nesse coma
Talvez um dia me engula
Talvez uma hora me acuda
Talvez, por um segundo, me emociona.
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