quarta-feira, 27 de maio de 2015

Giordano

Preso entre o físico e o atómico
Sussurra contos tórridos
Impede de respirar

Os sentidos viajam ultrassónicos
Aos recantos insólitos
Do grito que não se quis dar

O calor de mãos quentes
Indiferentes, entregues
Mergulha no invisível lar

O pulso acelerado não prediz
Zarpa da alma - cais
Se funde à matriz da abobada gris, lua.
Submerge e flutua da candeia, estrela.


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