Quando o nome vem primeiro
As veias apagadas não levam
Nem mais o oxigênio sobressalente
Com suas desnutridas células
Em um privativo cativeiro
Os drenos, sufocando lentamente
Sobre a cama de pregos com travesseiro
Que mal suporta o peso da mente
Os tubos e fios, como chicotes inertes
Marcam a pele do mesmo jeito:
Esparadrapos grunhindo
Espasmos involuntários
E silenciosos gemidos
Quando não há nome
Um súbito impacto sela
O peito prensado se congela
Num último segundo de adrenalina
A vida passa em um fio
A alma consente num pio
E ali mesmo tudo se encerra
Somando aos números, sina
Que desde o nascimento rondava
As bordas do precipício