sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Ego

 Do topo da cadeia alimentar

Quanto maior a altura, maior a queda

O único lugar onde quero estar

É aos pés de lótus do meu irmão

Incontáveis vidas joguei no fogo

Pra assassinar o ego dos tolos

E quantos morreram quando avisei

E o tédio de ver repetidos os erros

Destruindo a tudo sem termo, é humano

O fluxo das belas luzes que eles nunca verão

O coroado pela escala evolutiva é insano

Os que o cercam não chegam a ser animais

Formas autônomas de ego e erro

Se repetindo em mono. O Logus não está

Só os envólucros caindo aos pedaços por dentro

Drenando ao redor em ritmo lento

A verdade é bela como meu amado

Ele não tem casta, nem pai, nem mãe

Ele é o universo desvelado

Ele é a matriz da consorte 

E a morte não é nada mais que a pausa antes da vida

Como bem disse Mirabai

"Eu que andei nas costas de um elefante

Por que querem que eu monte um asno? 

Tenham dó".


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