Meus olhos queimam
Não só pela água mas pelo fogo
Em veios obstruídos, ora doloridos
Exaustivamente cavados pelo tempo
E cada quase é uma ranhura
Na placenta infectada da minha retina
Que dói por ser forçada a ver
Cada objetivo ser dissolvido
Pela lama ensandecida da ganância
E há quem diga que odiaria estar
Do lado dos vencedores, antítese
A morte não se ganha, nasce congênita
Da primordial da ausência dos sentidos
Atores adestrados nos açoitam por prazer
Enquanto entoam mantras desafinados.
Agora, meus ouvidos também doem.
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