segunda-feira, 4 de junho de 2012

Canção do Tao


Valor, amor às pequenas coisas;
Verso desdenho de certos sabores
Vil emoção desprovida de substância
Amores, penhores, odores, valores;
Inverso medonho pleno em dissabores
Dos quais se horroriza a mônada instância.

Grande descoberta falha à humanidade
Que menospreza o eterno a condição imoral,
Quando, na realidade implacável,
Tal termo se desassocie da verdade
Rebaixado cegamente a mísera condição
De qualquer diminuta unidade temporal.

Outra grande fatalidade preserva o absoluto
Mascarado tristemente aos cinco sentidos da carne.
E faz das almas, prisioneiras de pupilas grades
Algumas gemendo, outras gritando,
A maioria incapaz de serrar, cerra.
E encenando uma cegueira a capela,
Impregna o éter com canções de luto.

Canções como esta que vos embuto.

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