segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Prometheus

"La, vois, le saule s'incline dessus du ruisseau,
comme une personne qui se descend, criant pour l'amant.
Me rapelle d'automne, presse dans ton reverence,
je m'ai engagee a vous..." Anathema


A Indecência da incandescência oblitera
Ofusca a vista do suposto belo, desterra
A busca do alívio na dor, iniciação pragmática
Extrai virtudes de lacerações magmáticas
Forjando deuses de argilosos homens

Uma questão de superioridade exaspera
Em secretas conspirações, manipulam-se esferas
Se avultando no tempo, a humanidade plástica
Resume em mero tributo à sua moral estática
Praguejar pelas mentiras que, ignóbeis, consomem.

Eu que me fujo das promessas do cardápio
Por garrafas de solidão e uma dieta de batráquios,
Tomando ciência dos fatos apenas por premissa
Que soldar-me nesta teia de mentalidade submissa
E devorar sorrindo minhas próprias entranhas.













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