sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Sulfur



Serpente trans morfa asfixiante
Enzima digerindo lasciva pele
Sem a substância, é latejante
Ostensiva que a m'alma fere.
Planeando por tal mundo vagar
Em erro, na dor se catapulta
Sorrindo do aroma a matar
Investe, serena e sepulta.

Deste sacrifício vão, consente
Com a lucidez das moribundas
Ver o fogo etéreo que ascende
Às infernais esferas, em tumbas.
E Dante, de amor a gozar
Goza do amor alheio
Mil personas ao afago salutar,
Abrasado pelo destino eu apeio!

E no leito das sanguessugas
Trato de meus devaneios
Contido no fim, um pouco de cura,
Tão infausto assim, é meu anseio.






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