quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Tebaida


"Amargura em minha boca
Sorri seus dentes de chumbo..."  Marisa Monte

Completo tal espelho no escuro
Tateando o hipotético auguro,
À sombra dos sóis de mil diálogos
E ignorante a todos os prólogos
Tenho a memória povoada de escusos.

Sem autoria nem cantoria,
Poesia mecânica se manifesta
Ludibriando o secreto arcano
Com a certeza de quem atesta
A própria morte sem sentença.

Assim, aqui estou... fadado a ouvir
O verdugo gotejar da brilhante estrela
Ao escuro do espelho, se indo diluir.
Como se fosse sacro escaravelho
Me comprimindo em interna cela.



Dedicado a Agni, ìcaro, Phoenix e Hórus.


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