Alma, o nectar
Matriz universal de todo movimento
Drenada, armazenada e processada
Como bebida falsificada, envasada
Em recipientes orgânicos de plástico
Que se decompõe sob pressão.
Sociedade manufaturada
Estagnada e putrefata.
Olhar predador
Na cadeia de eventos, previsível
Da importância vulgar do óbvio
Transforma o tédio em agonia
Arrasta o tempo em afasia,
Semeiando nas arestas, o ódio.
Daqueles que jazem desertos
À sombra do carvalho, perenes
Sob tão rígida e inflexível postura
Para nós, ainda que cansados, apura
Todos os infames desígnios dos ébrios
Desejos absurdos e injúrias.
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