sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Sobre a poesia e os relógios de ouro

Como se o tempo cobrasse as horas
Como se a palavra custeasse o momento
Na dança, na posse, no intento
As lesões comprovam: Porra nenhuma!
É como escolher por fator rh
Bancando o geneticista sênior
E ver os ponteiros girando, o prêmio
Mas na espiral da vida... encurralados
Ir baixo é vergonhoso demais
Pra enxergar a verdade do círculo
Ou ao menos ter o senso de ridículo
E desviar esse olhar descendente
Ou então que a sabedoria latente
Invente de solver os metais
Dessas caras pálidas, desamarrar
As posses, os refluxos e armaduras.
Como se o tempo acabasse agora,
Como se a palavra significasse...




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