terça-feira, 1 de setembro de 2015

Quetzal

A serpente com cabeça de rosa
Embotava os visitantes no saguão
Como se defendesse o tempo:
Espaço de fachada moral.

Intuía que suas pétalas nácar
Causassem menos dano que anos a fio...
Ledo engano.

Ainda que asfixiados
Pelo azoto [ela e os loucos]
Desfocados, avançavam sem clemência.
Mas tamanha era a imprudência do oponente
Que Tombou ao colher a flor com os dentes.

 "Não estava de todo errada", pensava o guardião.
 E suspirou uma última chama, mais uma última vez.
Todos aplaudiram de pé, incluindo o que sobrou da rosa.

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