Eu não quero ser nada aqui não
Tá doido, pra quê assumir essa responsabilidade
De levantar um estandarte e não poder mais ir a lugar nenhum?
Como um soldado inglês ou uma estátua
Um pedregulho, nem isso!
Eu não quero ser nenhum Cristo pendurado, nenhuma luz
Só quero não querendo, estar sem estado
Até a preguiça pode me deixar enjoado
Me interessa mesmo só cada instante, sem olhar pro lado
Hesitante, exilado, que porra, eu quero é ficar excitado
Minha única condição é a de tédio constante
Um tédio cíclico, uma consoante sem significado
Que ira isso mantém, arfante, segurando o cabresto já degenerado?
Ah é exagero, você deve estar equivocado
Esquizofrênico, emperrado. A culpa
É sempre do último a ficar calado?
Quero que se foda, quero é vodka, eu quero estar errado!
Porque tudo o que vejo é tão entendiante
Que eu não posso simplesmente ver acontecer e ficar sentado.
Quer saber? Quero mais nada não. Nem o instante. Vamos abreviar o papo... você pode pegar tudo e enfiar no...
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