Devo ser uma louca feliz
Estou viva e sou amada
Ignoro tudo o que quiz ou não fiz
A vida anda mesmo é na estrada
O tao existe, independente
De mim, contra ele posso nada
Inclusive ir contra a corrente
Mesmo que não esteja aprisionada
Nem que pudesse, faria
Não por medo da consequência
Mas por ter a ciência fria
De enxergar além da aparência
E quantas belas surpresas me aguardam
Ainda que o curso normal tenha mudado
Sigo em frente mesmo quando todos param
Porque o olhar da alma é sempre iluminado
Não temo os reboots da vida
O método reside no experimento
Não me imobiliza nem a ira
Nem as noites frias de lamento
Arrombo tudo com o peito
E quando algo finalmente transpassar
Não vou achar menos que Bem feito!
Pra mim vai ser só mais uma entrada de ar
Alguns me chamam de insensível
Outros de arrogante
Reconheço a ignorância do invisível
Na negação que o óbvio garante
Quem é que sustenta o homem
Além da vida, perguntaram
Troquei o foco desde ontem
Da provisão, ultrapassado
Coexistência é simétrica por natureza
Na multiplicidade fundamentada
E quem enxerga o núcleo da beleza
Não teme a morte, nem a vida e nem nada.
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