Preso entre o físico e o atómico
Sussurra contos tórridos
Impede de respirar
Os sentidos viajam ultrassónicos
Aos recantos insólitos
Do grito que não se quis dar
O calor de mãos quentes
Indiferentes, entregues
Mergulha no invisível lar
O pulso acelerado não prediz
Zarpa da alma - cais
Se funde à matriz da abobada gris, lua.
Submerge e flutua da candeia, estrela.
quarta-feira, 27 de maio de 2015
terça-feira, 26 de maio de 2015
Aquário
Quem somos em meio a este naufrágio?
Incólumes conquistadores à beira do espaço?
Escasso o tempo e a vida, quem conta? O alimento da incerteza é a necessidade,
Ou a iniciativa espontânea é afronta?
E o instante seguinte é a morte.
Esperar o último minuto, esporte Enquanto calo os segundos, turnos Alternados entre consciência e sigilo Abro as portas da fronte, sibilo no talho
À goela dos taciturnos Revelando códigos estritos E segredos noturnos.
Escasso o tempo e a vida, quem conta? O alimento da incerteza é a necessidade,
Ou a iniciativa espontânea é afronta?
E o instante seguinte é a morte.
Esperar o último minuto, esporte Enquanto calo os segundos, turnos Alternados entre consciência e sigilo Abro as portas da fronte, sibilo no talho
À goela dos taciturnos Revelando códigos estritos E segredos noturnos.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
À pouca elipse
A besta tem sete cabeças
Coroadas com dez setas de ódio Envenenadas pelas personalidades
Que serpenteiam do exódio
O elixir da discórdia reside ali
Naquele universo coletivo
Que se mutila por castigo
À picada derradeira, e jaz.
E, se crendo vespa, abelha se faz Conta o que ninguém viu Comete, inocente o pecado sutil De desposar da sentinela,
O sistema servil.
Coroadas com dez setas de ódio Envenenadas pelas personalidades
Que serpenteiam do exódio
O elixir da discórdia reside ali
Naquele universo coletivo
Que se mutila por castigo
À picada derradeira, e jaz.
E, se crendo vespa, abelha se faz Conta o que ninguém viu Comete, inocente o pecado sutil De desposar da sentinela,
O sistema servil.
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Dante
A sombra que permeia
E mantém as células unidas
É a mesma que dilacera
O espírito dos dias comuns:
É o alimento desperdiçado
A asfixia dos peixes
Minha carne no teu prato
E as vísceras na parede
Minha pele embala as tuas crias
Enquanto meus átrios se dissolvem
Nas cavidades atemporais da memória.
Nenhuma homenagem simplória
Além do peso das negras nuvens
E o último beijo de bom dia.
A lápide é de pedras amontoadas
As flores trazidas pelo vento
Os anos passam como se fossem dias
E a chuva, o único alento
Pra cada gota de dor
Nenhum lamento.
E mantém as células unidas
É a mesma que dilacera
O espírito dos dias comuns:
É o alimento desperdiçado
A asfixia dos peixes
Minha carne no teu prato
E as vísceras na parede
Minha pele embala as tuas crias
Enquanto meus átrios se dissolvem
Nas cavidades atemporais da memória.
Nenhuma homenagem simplória
Além do peso das negras nuvens
E o último beijo de bom dia.
A lápide é de pedras amontoadas
As flores trazidas pelo vento
Os anos passam como se fossem dias
E a chuva, o único alento
Pra cada gota de dor
Nenhum lamento.
Assinar:
Comentários (Atom)