Quem somos em meio a este naufrágio?
Incólumes conquistadores à beira do espaço?
Escasso o tempo e a vida, quem conta?
O alimento da incerteza é a necessidade,
Ou a iniciativa espontânea é afronta?
E o instante seguinte é a morte.
Esperar o último minuto, esporte
Enquanto calo os segundos, turnos
Alternados entre consciência e sigilo
Abro as portas da fronte, sibilo no talho
À goela dos taciturnos
Revelando códigos estritos
E segredos noturnos.
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